Segundo turno terá disputa por mais de 48,4 milhões de eleitores que não votaram e Lula e nem Flávio no primeiro turno
48.434,550 (quarenta e oito milhões quatrocentos e trinta e quatro mil e quinhentos e cinquenta), eleitores ficaram fora da disputa entre Lula e Flávio no primeiro turno e formam um amplo universo de votos para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) chegam ao segundo turno das eleições presidenciais de 2026 diante de um enorme contingente de eleitores que não escolheram nenhum dos dois no primeiro turno. Considerando os votos destinados aos demais candidatos, além dos votos brancos, nulos e das abstenções, o cenário revela um universo de dezenas de milhões de brasileiros que não votaram nos dois finalistas.
Segundo os dados divulgados pela Justiça Eleitoral, o eleitorado apto para o primeiro turno ficou em cerca de 158,7 milhões de pessoas. Na votação, foram registrados mais de 125,2 milhões de votos, enquanto aproximadamente 33,5 milhões de eleitores não compareceram às urnas. Entre os que foram votar, 2.300.781 votos foram registrados em branco e 3.674.149 foram considerados nulos.
Entre os candidatos que ficaram fora do segundo turno, Augusto Cury (Avante) recebeu 3.448.569 votos, enquanto Renan Santos (Missão) obteve 2.675.887. Também aparecem Zema (Novo), com 326.488 votos; Samara (UP), com 122.911; Hertz Dias (PSTU), com 43.103; Clariana Barão (DC), com 40.043; Edmilson Costa (PCB), com 22.693; Wilson Grassi (Democrata), com 16.881; e Rui Costa Pimenta (PCO), com 15.024 votos.
Na totalização divulgada pelo TSE, Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno com 56.104.503 votos, equivalentes a 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 53.879.538 votos, ou 45,16%. A diferença foi de 2.224.965 votos, correspondente a 1,87 ponto percentual.
Com a disputa reduzida a dois candidatos, Lula e Flávio mobilizam suas bases e eleitorado para voltar as urnas e disputam a busca pelo apoio de 48.434,550 eleitores que se abstiveram de votar, votaram em outros candidatos, nulo ou branco. Com isso os candidatos, entram agora em uma nova etapa da campanha, na qual buscam o apoio de lideranças políticas, partidos e eleitores que escolheram outras opções ou não compareceram às urnas no primeiro turno.
A votação decisiva acontecerá em 25 de outubro, quando os eleitores voltarão às urnas para definir o próximo presidente da República.




